Portugal precisa de parque tecnológico
A Competinov – empresa nortenha com sede e campus na cidade de Braga, e que actua na área da inovação e da internacionalização, apresentou recentemente um estudo no Porto, que recomenda a criação em Portugal de um parque tecnológico e biotecnológico que concentre as áreas de nanotecnologia, TIC’s e Biotecnologia.
Este estudo da Competinov, constitui o maior realizado sobre o sector da biotecnologia em Portugal, apontando para a necessidade de se criarem fundos de apoio às “start-up” de biotecnologia, uma vez que a maioria dos projectos são de capital intensivo.
É notória a necessidade de melhorar as condições de relacionamento que facilitem o conhecimento mútuo entre empresas de biotecnologia, entre unidades de investigação e entre universidades e empresas dos sectores tradicionais.
Alexandre Campos, CEO da Competinov
Entretanto, parece que a necessidade da figura de um Parque Tecnológico e Biotecnológico não é sentida por todos, mas o investimento na nano e biotecnologia e TICs, esse sim, parece reunir consensos.
Portugal carece de institutos de investigação das novas tecnologias completos e autónomos, que combinem diversas competências, como a nano e a biotecnologia ou as tecnologias de informação (TIC). Existe um “atraso” nacional neste campo em “incontornável” ascensão. Os institutos são essenciais à adaptação portuguesa à sociedade actual, em que empresas e indústrias recorrem cada vez mais às novas tecnologias para desenvolverem produtos competitivos. Esta será uma solução viável para a lacuna que existe neste domínio, ao invés da criação de um grande Parque de Nano, Biotecnologia e TIC em Portugal.
Manuel da Paula Maneira, coordenador do Centro de Física e Investigação Tecnológica da Universidade Nova de Lisboa
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