O Codex 632
Este foi o primeiro livro que li do José Rodrigues dos Santos. Apareceu-me em casa, sem que tivesse manifestado interesse em o ler ou adquirir.
Não sendo o José Rodrigues dos Santos o único pivot ou jornalista de Telejornal, que “nos entra pela casa dentro” à hora do jantar, a ter decidido publicar os seus escritos (Rodrigo Guedes de Carvalho e Miguel Sousa Tavares também o têm feito, apenas para referir os que mais aprecio), não me entreguei ao livro com muita paixão, nem o comecei a ler com o habitual entusiasmo que dedico a um livro por mim escolhido.
A minha relação com ele, foi mais do género de quem está a trabalho numa terra distante onde nunca teria escolhido passar uns dias, mas que na perspectiva de rentabilizar o tempo que ali passa, não deixa de ir espreitar a monumentalidade local.
Da mesma maneira, que me poderia enamorar dos recantos da cidade antes desconhecida, também fui gostando do que li, à medida que me embrenhei na trama, quanto a mim, muito bem urdida por JRS.
Para quem gosta de histórias com grandes revelações, que tudo colocam em causa, estilo Código Da Vinci de Dan Brown, este Codex 632 é o livro a ler! Contando ainda com mais uma virtude - diz-nos respeito a nós portugueses e à nossa História, remetendo-nos para uma época que julgo muitos gostaríamos de ter vivido - a época das nossas conquistas Além-Mar.
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